Elas gargalharam e continuamos com o jogo. Como é bom e saudável brincar de médico. Boca daqui, boca de lá, seios contra meu peito, seios contra minhas costas e mãos que me acariciam o saco, e dedos que entram e saem manchados de mel. Eu parecia um menino em loja de brinquedo, criança em doceria, não sabia quem beijar, quem chupar, quem lamber primeiro. A flor do desejo e do maracujá, eu também quero beijar! E quando eu pus o pau na xoxota da Anabela, ele escorregou como se fosse sugado. Difícil é segurar o gozo numa hora dessas. A língua da Duda se revezando entre meus mamilos e o clitóris da Anabela. E, então, tirar de dentro de uma, esticar o couro, libertar a cabeça dura e enfiar no corpo da outra; sem deixar de dar atenção aos seios excitados que me invadem a bocam e mudam de posição e tornam-se clitóris. Gostinho de café e gozo. E, aí, mudar de posição, mais, assim, para evitar o gozo que para experimentar novo prazer.
— Estou quase gozando! – alguém geme.
— Goze!
— Segura mais um pouquinho.
E vamos assim, afinando a orquestra, ganhando entrosamento, atacando com coesão, os três na mesma afinação, no mesmo instante; até que gozamos, os três juntos, dentro e fora e do lado. Perdido nas tramas do desejo e porra de amor escorrendo entre coxas, nádegas e barrigas.
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segunda-feira, 2 de julho de 2018
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