Já não
espero nada da vida ou dos homens
Fecho
janelas e acaricio sonhos podres
Levo no
coração um relógio parado
E vivo com o
que tenho:
Gavetas
quebradas, papéis antigos, pandeiro furado.
A velhice
espreita feito hiena da varanda.
O futuro é
flácido e o cansaço, quarta de cinzas.
Que louco
desejaria encarnar outra vez?