Dona Geralda é assim, com os netinhos ninguém pode falar alto; mas, quando a gente era pequeno, a história era diferente. Uma noite, uns parentes foram nos visitar e a mãe bateu um liquidificador de vitamina de abacate. Como sempre, quem se serviam primeiro eram as visitas. E, nós, os meninos, de olho. Aí, um parente, magro, alto, daqueles que comem e não engordam, tomou um copão: "hum! Dilícia!" E repetiu. E, nós, de olho. Tomou outro. Repetiu o refrão. Quando ia encher o copo pela terceira vez, não aguentei: "Vai tomar tudo, ô?" A mãe me pegou pelas oreia, sorriu sem graça pras visitas. Falou: " Depois a gente conversa!"
Caraio
.
Depois que os parentes partiram, a velha me sentou numa cadeira, bateu dois litros de vitamina de abacate e me fez tomar tudo sozinho. Por conta da desfeita.
Pra descontar, pirracento, tive caganeira também e não deixei ninguém dormir a noite inteira.
E ouviamos TORNERÓ 
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