Que eu seja uma ponte
Entre dois homens chamados João:
Um deles, meu pai
O outro, meu filho
E que eu sempre me lembre de reverenciar
Aos que vieram antes de mim
Tanto quanto aos que vierem depois que eu me for
Elo sólido da corrente
Mãos dadas pela vida afora
Os indivíduos morrem, Nina, mas a vida, linda, segue
E que e eu sempre seja grato
Mas que minha bondade e delicadeza
Nunca, jamais, sob qualquer hipótese,
Espere gratidão.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
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