segunda-feira, 11 de novembro de 2019
O OLHO INTERIOR
Há dentro de mim um olho que, quando chuto uma pedra, fixa-se no dedão; que, quando me sinto triste, volta-se para o coração e que, quando resolvo uma equação do segundo grau, engaja-se no raciocínio lógico. O grande poder desse olho, no entanto, consiste em repousar sobre e ver-se a si mesmo. Neste instante, todas às máscaras tomam a forma do rosto e o sol se põe a pino. É meio dia no meu interior. Todos os meus gestos se tornaram devoção.
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