segunda-feira, 19 de novembro de 2018

E UM CHAPÉU DE CAUBÓI PARA O FILHO COBRIR O CORAÇÃO

Então este é o mundo que deixaremos nas mãos de nossos filhos?
Uma granada com pino puxado?
Um sapato furado? Laços rasgados?
Uma arma de grosso calibre para atirar no peito de seu irmão?
A pressão por ter mais; porque, pensamos, quem mais tem, mais é?
Ao diabo com metas e reformas!
Eu gosto é de gente!
No jardim do tempo, a velha tecelã cultiva uma roseira.
Entre as pétalas escorre uma água grossa
Meio orvalho, meio lágrima...
É Noite escura? Aurora de quê? Manhã sem nada?
Não é o futuro, mas o passado o que vem pela frente.
Então esta é a teia que tecemos?
Chumbo ao invés de afeto?
Disputa contra ciranda?
E o que se pode esperar de motoristas que não dão seta?
Estou cansado de tanta burrice & maldade & covardia.
(ONDE FOI QUE TUDO DEU ERRADO?)
As crianças já não saem de casa,
mas compramos jogos novos
& um chapéu de caubói para o filho cobrir o coração...
No enterro do melhor amigo.
De fato, é um mundo muito louco.

Há um menino novo no bairro.

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