Juntando cacos remenda-se um vaso, não um homem
Um homem se refaz de sua solidão, de suas crenças,
Das forças que vai catando daqui e dali
No olhar de um cão, no sorriso de um bebê
Nas palavras de um velhote que ainda trama revolução
Um homem se refaz de sua solidão, de suas crenças,
Das forças que vai catando daqui e dali
No olhar de um cão, no sorriso de um bebê
Nas palavras de um velhote que ainda trama revolução
Juntando cacos remenda-se um vaso, não uma flor
Tudo o que é vivo precisa colar seus próprios pedaços
Reconstituir sem fissuras sua inteireza
Uma flor se refaz de sua seiva, de sua água, do amor a ela dedicado
Ó abre as janelas e vê lá fora a primavera
É ainda tempo de luta e festa
É ainda ano de atravessar encruzilhadas
Tudo o que é vivo precisa colar seus próprios pedaços
Reconstituir sem fissuras sua inteireza
Uma flor se refaz de sua seiva, de sua água, do amor a ela dedicado
Ó abre as janelas e vê lá fora a primavera
É ainda tempo de luta e festa
É ainda ano de atravessar encruzilhadas
Juntando homens remenda-se um país, não uma nação
Uma nação se refaz com esperança, justiça, braços brancos e negros
Tolerância e botequins
Sorrisos de meninos e homens
Uma nação se refaz com mulheres desdobráveis, feito Adélia
com homens cuidadadores, feito Cláudio e Fernando
Uma nação se refaz com esperança, justiça, braços brancos e negros
Tolerância e botequins
Sorrisos de meninos e homens
Uma nação se refaz com mulheres desdobráveis, feito Adélia
com homens cuidadadores, feito Cláudio e Fernando
Juntando cacos remenda-se um prato
Nunca o amor, este permanecerá para sempre faminto, pois tem ânsia de infinito
Nunca o amor, este permanecerá para sempre faminto, pois tem ânsia de infinito
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