Certa vez, a velha ficou com o nome sujo porque tirou uma televisão nas Casas Bahia para um colega que tinha já tinha o próprio nome incluído no cadastro do SERASA. Outra vez, contratou o marido de outra amiga que se dizia pedreiro, mas que só queria saber de beber cachaça e tocar violão. O cara pegou uma boa grana na entrada do trabalho, estragou material, fez uma coluna toda torta na garagem e quase matou o pai do coração. Por pouco não deu divórcio
Nada, entretanto, se compara à vez em que uma amiga da minha mãe resolveu fazer curso de cabeleireira. Adivinhem quem sobrou como cobaia
Num sábado de manhã, lá fomos meu irmão mais velho e eu servir de cobaia à futura visagista. Sentei na cadeira – as duas tagarelando – e a mulher deu início ao trabalho. Acertava de um lado, entortava do outro. A professora passava, olhava, fazia uma careta... Nada, nada bom... Eu, desesperado, olhava a mãe pelo retrovisor, em tempo de gritar HELP! A própria estudante lá com cara de preocupada... Minha cabeça cheia de caminhos de rato e buracos... E aí mãe nem aí, falando mais que a boca. E, então, de repente, não mais que de repente, a mulher deu uma tesourada e eu só senti a fisgada, vupt! Com uma mecha de cabelos, foi-se embora um bife da minha orelha
Nada de grave no final, felizmente; mas, até hoje, quando alguém me convida para fazer algo e eu fico com o pé atrás, passo a mão na pontinha quadrada da minha orelha é penso: “melhor não, quem com porcos se mistura, farelos come”.

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