Tudo flui de acordo com sua natureza.
Em seu silêncio, a seiva dança no interior do baobá;
Bem como a rocha se movimenta no interior da montanha.
Nem uma, nem outra são mais que as espumas sobre ondas do mar.
Todas as coisas são a seu modo,
respeitando seu jeito de durar.
O pássaro sai do silêncio e canta, depois volta a calar.
O vento toca nas folhas e geme; depois, tudo deixa de cantar.
O tempo que esculpe a montanha e dissolve a espuma é o mesmo;
Mas cada qual dura a seu modo.
O destino flui, o ser flutua.
Todas as horas são de vento.
Todas as canções, de silêncio.
A fonte de toda Forma é o Vazio.
O fim de toda Forma é o Vazio.
Entre a chegada e a partida, tudo o que É entoa uma canção.
E como é bonito quando alguma coisa canta ao longe,
Tarde, muito tarde, na noite.
domingo, 12 de agosto de 2018
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