A força não é ausência de delicadeza:
Vê como a tigresa lambe a cria,
Enquanto a amamenta.
A delicadeza não é ausência de força:
Contra a densidade do concreto,
Uma roseira abre fissuras,
Na travessia de pedestres do viaduto da China.
Quem conhece sua força
E, ainda assim, preserva a delicadeza imanente,
Descobre em si macho e fêmea
E tanto pode ir à guerra,
Quanto pode cuidar da cria.
Torna-se, portanto, a Fêmea do sol;
O Senhor da lua,
CAVALO:
Encantador dos dias.
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