Lá vou eu pela vida
A alma estendida na varanda feito camiseta velha
Abrindo trilhas, descobrindo clareiras
Dizendo não ao caminho excessivamente pisado
Sofrendo as consequências de arrancar a mão autoritária do meu ombro
Lá vou eu pela vida
confuso confesso: rebelde
Encantado pelo milagre,
Lá onde o milagre acontece
e a gente não vê
Lá vou eu pelo caminho
A carne cheia de estilhaços
A alma infestada de bolhas feito ovo na frigideira
O coração em carne viva
Perguntando pelo mistério do Ser
E admirado com aqueles que sabem funcionar
Lá vou eu,
As certezas em frangalhos
As promessas frustradas
A coragem costurada, remendada por retalhos coloridos
Eu vou menino
Inventando esperança onde grassa desilusão
Vou de conga ou kichute
Recolhendo força dos invisíveis
e cantando com eles:
Todo menino é um rei!
Um comentário:
Daniel amigo querido que poema mais doce, melancólico e belo você criou! Maravilhoso! Aproveito para desejar a você e família um Natal doce feito a infância e um 2018 de muitas alegrias e conquistas.
Bjs
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