Gerânios
Crisântemos
Hortênsias
Orquídeas
Rosas vermelhas,
Eu sou aquele que cultiva flores de ódio
E cuido delas com sangue, álcool e bílis
Pelos meus dedos de jardineiro
Corre uma brisa estranha
Que é mágoa... decepção... rancor... o fim...
Não sei ao certo
A delicadeza dos pregos, talvez,
Ou o som de cupins devorando pacientemente os afetos
Talvez o fim derradeiro.
Mas o fim de todo fim é recomeço.
Beijos de festim habitam ainda os lábios das crianças
E a língua dos cães que nos amam.
9 comentários:
Meu caro, que pancada, um rock pesadão, foi preciso me segurar na cadeira com este final poderoso, abraço.
intenso. como deve ser.
gostei do espaço, parabéns.
abraços,
Sem comentário, só posso dizer: duca!!!
Festim de afectos.
Nada mais se precisa.
Abraço.
meu caro daniel,
o fim pode ser o fim!
massa. gostei.
abs
Gostei do poema. Muito intenso. Mas quem cuida de flores só pode ser alguém que goste muito desse trabalho, ue esteja talhao para aquilo que faz.
Um abraço
Como diria Kafka, me caro, isso foi um soco no crânio. É isto, mergulhe sem medo nos abismos mais indesejáveis, sem medo de não conseguir vir à tona. Pouco importa. A superfície cansa.
Deus nos salvou e chamou com uma vocação santa, não em atenção as nossas obras, mas em virtude de sua própria decisão e de sua graça.
Cristo Jesus, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do evangelho do qual fui constituido pregador apóstolo e doutor.
2 Timóteo, 1,9 ao 11.
Se Deus nos deu a vida só a ele cabe retirar. Porque ao invés de coisas tão deprimentes não usa sua inteligencia para encher de alegria os corações entristecidos?
Deus te deu esse dom.
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