Dividido entre a incompreensão e o medo?
Acaso sou eu quem distribui beijos de sangue?
E faz do amor um acessório vendido em sex shop?
Um par de tumores me faz as vezes de sapato.
Um par de cancros me faz as vezes de luvas.
Um par de pragas faz as vezes de chapéu
da minha cabeça dividida.
Sou um dragão embaixo de chapéus coco.
Caracóis coloridos despencam dos meus bolsos.
(Só quando estou sentado)
Silêncios esvaziam minha boca.
(O tempo todo)
Marcho cabisbaixo por caminhos que se bifurcam
Sem Pátria
(O Norte é bem mais quente)
Sem carinhos
Sem ternura
Sem nada
A taça da delicadeza
Quebrei-a em dez mil vontades
Um blues ainda consola a timidez dos objetos
Um sol negro estático baila no meu peito
Um arco-íris flutua em minhas veias
Toda noite
Mesmo quando conto anedotas estou triste
Meu ventre está cheio de merda, querida.
7 comentários:
Para terminar o ano nada melhor que um poema como esse. Arrebentou, cara! Feliz 2009. Beijo.
Meu caro, o que é isso?De tirar o fôlego, cortante, cruel e com cheiro de merda,tal como muito da vida,feliz 2009,inspirado como este momento, abração.
Um bom 2009 (com ventre fertil)!
Abraço
Arrasou meu amigo.Grande abraço e feliz 2009.
FELIZ ANO NOVO…
Beijinho infinito das nuvens
bom. muito bom mesmo.
ta publicado tambem no
www.diariosdosonho.blogspot.com/
Bom ano 2009 cheio de realizações pessoais e profissionais.
Um abraço
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