Não importa se estamos sozinhos ou acompanhados
Não importa se estamos nos conhecendo ou nos despedindo
Não faz diferença se estamos cantando ou em silêncio
A máquina do mundo não desacelera suas engrenagens
A máquina da vida não se importa com a artrose de suas partes
A eternidade é agora
E agora a eternidade já é outra
O problema da solidão não é o vazio
É a ausência onde antes havia algo
Talvez quente... talvez bom... talvez... talvez...
Um campo de girassóis depois da colheita
Dias e noites se revezam nos nossos gritos
Enquanto na areia da praia os meninos constroem palácios e mais palácios
Para as marés que se agigantam indiferentes
A beleza está nas mãos pequenas que meticulosamente tecem formas
Ainda que seja tudo em vão.
Em vão?
Eu amo como Lúcifer ama ao Deus que o condena ao Inferno.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
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5 comentários:
"Não faz diferença se estamos cantando ou em silêncio
A máquina do mundo não desacelera suas engrenagens", Daniel, um poema desse, uns versos como esses vão lá no fundo e emocionam, pela beleza, pela poesia. Você acertou no alvo como sempre! beijo.
lindo!!
gosto do "a eternidade é agora,
e agora a eternidade já é outra".
heart of gold é simplesmente bela.
abs
Daniel, que poema cara, super sensível, que desfecho, fiquei com corpo e alma combalidos,vale a pena vir aqui sempre, abração.
Nunca nada é em vão!
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