Para a Marcita, quando ela acordar.
Nossos lábios explodem a escuridão
E se derramam numa cortina de estrelas
antes das crianças acordarem.
Te trago
Te sorvo toda com minha boca impura
Te faço do avesso
e
Te machuco
Te desmancho
Te derramo em prantos
No final
Me convulsiono sôfrego
E adormeço como um lagarto cinza
No teu seio
Ou continuo dançando
Como um cisne-menino
Dentro do lago teu.
Não sei colocar vídeo no blogue. cliquem então aqui: http://br.youtube.com/watch?v=XoMWa3jRtLo
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
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2 comentários:
Que beleza de poema, Daniel e que volúpia!! Quando Marcita acordar, ela vai achar que tá sonhando de novo, de tão bom que é... Muito lindo. Beijo.
PS1: O som também é do cacete.
PS2: Vc retirou o capítulo que trata da possível irmã inexistente?? Por quê?
Parabéns Marcita, um poema assim não para qualquer uma...!
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