Brilham como se fossem estrelas, as laranjas
Mas da varanda vazia
Ninguém pode vê-las.
Quem as acariciava com os olhos todas as manhãs
Dorme agora na sala entre velas.
Queria pintar o pomar
Queria pintar o sol das laranjas
Mas as sombras invadiram a casa
E as borboletas recolheram suas asas
sem prenúncios ou rodeios.
E eu que não sou mais que um vagabundo
Observo
A chuva que resvala na terra
E forma rios e lagos
Ecoando passos ausentes.
Nas árvores ao longe
Negras andorinhas aguardam o momento de voar
Enquanto a borracha do menino
Apaga da manhã os laranjais.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
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8 comentários:
O laranjal em flor perfuma o ar o sol espremido
sumo doirado...
bj das nuvens
Simplesmente delicioso.
http://desabafos-solitarios.blogspot.com/
Quem dorme entre velas não mas acaricia os laranjais...Valeu Daniel muito profundo cara.
Tristemente belo, maravilha de poema, abraço.
Sublime, simplesmente sublime
Um belo fim a vocês
Cris
ternura em forma de palavras
beijos
bom fim de semana
As borrachas apagam sempre os sonhos, e de manhã, há novamente uma página em branco para preencher... :)
Belo poema.
Blood Kisses
Um vagundo com olhar de principe, porque só assim consegue vislumbrar a beleza do "real" ...afinal a beleza nunca morrerá enquanto for cantada em versos, fruto das mágoas que sempre existirão dentro de cada um de nós!
Abraço trans-oceânico
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