terça-feira, 17 de março de 2009

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Machuca como chuva numa tarde de domingo
O avesso do sim ainda dorme no teu paladar
E nós conversamos:
Dois fantasmas molhados num terreno baldio
Digo adeus aos sonhos de glória
Você se confraterniza com novos falos
Digo adeus aos sonhos de grandeza
Você constrói um mundo de metal
Digo adeus ao que fosse vermelho
Você cose bandeiras da juventude
E eu envelheci cinqüenta anos em cinco
A velhice não é para delicados
É preciso aprender a viver sem sonhos
Os afetos escorrem pelo ralo no final
Aqui onde as histórias terminam
Mora um vazio, um escuro, uma ausência
Um não sei que de triste, de aço, de frio
Construo conchas de estanho e desprezo as pérolas
O tempo cria covas nas minhas mãos e no meu destino
A incompreensão é uma aranha que tece e tece
E nós nunca nos entenderemos
Estamos todos sozinhos
Amor é nada
O egoísmo é a espada que decepa
Estamos todos sozinhos
Chove sempre
E a chuva afoga os anciãos
Estamos todos sozinhos.

terça-feira, 10 de março de 2009

fora por uns dias

Pessoal, o computador de casa deu pau geral. E no trabalho tem sido difícil acessar a net e cuidar blog e etc. De modo que ficarei fora por uns dias. Mas, assim que as coisas voltarem ao normal, colocarei em dia a leitura de todas as postagens. E voltarei com os meus textos.
Espero que tudo se resolva rápido.
Abraços,
Vcs são mais que amigos, são meus críticos, parceiros e confidentes.
Ronaldo a canção que vc falou do raul é metrô linha 743, né?
Adriana, estou enrolado, mas assim que tiver um tempinho mando o livro. I promisse.

Daniel