quarta-feira, 30 de setembro de 2009

VINTE QUATRO HORAS DE SERENA SOBRIEDADE

Acaricio o rosto desses dias plásticos
As horas escorrem vermelhas e digitais
Só por hoje será o fim
Só por hoje devo manter-me em pé e encarar o fracasso de frente
Faz frio em São Paulo e eu flutuo sem cachecol em meio a tantas faces
Eles disseram que crescer era saber enfrentar as derrotas
Mas não é fácil manter-se motivado
Quando o espetáculo ocorre na última das divisões
Este meu jeito de representar não engana mais ao público
Realmente não há mais nada que eu possa fazer.

Com papoulas nos olhos
Do fundo do meu poço sem fundo
Aplaudo desde já os gênios mais jovens da minha geração
A vida é labirinto e eu não consigo achar saída.

4 comentários:

Adriana Godoy disse...

Daniel, tão intenso e doído poema.
"Com papoulas nos olhos
Do fundo do meu poço sem fundo
Aplaudo desde já os gênios mais jovens da minha geração
A vida é labirinto e eu não consigo achar saída." Lindíssimos versos.

Sei que é lugar comum, mas sempre há uma saída, nem que seja pela porta de trás. Beijo.

Luciano Fraga disse...

Caro amigo Daniel, tiro no pé da esperança, um beco sem saída,mas às vezes podemos rever as coisas, voltar atrás,sair por onde entrou,abraço.

Braga e Poesia disse...

e quem acha a saida.
me parece que o barato é a busca e não o encontrar, me parece que encontrar é o fim de tudo é o esclarecimento e ai vem a morte.

jawaa disse...

Ainda não é tempo de sair.
Procura por aí, tem ainda tanta coisa bonita para fazer...!

Um abraço