terça-feira, 21 de julho de 2009

A ALQUIMIA E O BOI

AINDA ME TRANSFORMO EM BOI
E AÍ ENFRENTAREI A BREVIDADE DA VIDA
E A FALTA DE SENTIDO DE TUDO MASCANDO CAPIM
E BABANDO PELOS CANTOS DA BOCA
ALÉM DISSO, OS CHIFRES SERÃO MEROS ADEREÇOS
E NÃO PROVOCARÃO MAIS TANTA DOR
NEM ESTE ÍMPETO DE SUICIDAR-ME

5 comentários:

Adriana Godoy disse...

Daniel, me dá a impressão que vc está vivendo um momento muito pesado, uma traição. O poema do boi é fortíssimo, triste e ao mesmo tempo belo. Se for só o eu lírico, um achado, caso contrário, tudo cura o tempo. Impactante seu poema. Beijo.

pianistaboxeador21 disse...

É só um eu-lírico. Afinal é a quela história o poeta é um fingidor.
Beijo

Luciano Fraga disse...

Daniel,o boi pensa e logo esquece, abração.

Talita Prates disse...

E sempre o problema do sentido da vida...
Que lindo, isso aqui.
Quanta angústia nesse eu-lírico.
Quanto angústia em ser humano!
Gostei daqui.
Paz. :)

Braga e Poesia disse...

ser boi é uma condição de quase noventa por cento dos homens.
é preciso sofrer muito para se iqualar a eles.