sábado, 5 de julho de 2008

Sobre um livro ruim de crítica.

Então é mais um sábado que vai passando e eu continuo sem poder beber uma sequer cerveja. Estou sozinho em casa. Toda a semana foi como um sonho, como algo imaginado e não vivido. Daqui a mil anos os sábados ainda existirão, mas eu não, ainda bem, ainda bem? O romance empacou. O projeto da compra do carro empacou. Tudo empacou. Tudo não, quase tudo, pelo menos ainda posso ouvir o bom e velho Allman Brothers no youtube, sweet melissa... sweet melissa...

Não faço nada.

Não tenho a menor vontade de fazer nada.

Quiçá um cochilo agora seja a melhor pedida.

Mas vou escrever um pouco só porque comecei a ler um livrinho aí e cheguei à conclusão, mesmo sem terminar o livro, de que tem muito neguinho bancando o intelectual, o crítico, o formador de opinião nesse nosso paisinho. Esses caras repetem feito papagaio o mesmo discurso futuro da crítica passada e acham que descobriram o ovo de Colombo. Escrevem livros tão óbvios de crítica, quanto as próprias ficções óbvias que execram. Polêmicas literárias? Discussões estéticas e filosóficas? Uma nova questão Coimbrã ou qualquer merda assim no século XXI? Mas será que vocês não perceberam ainda que o discurso do crítico bilioso e iconoclasta e toda essa literatice já virou mais um chavão e o que é pior, um dos mais bobos?

A literatura brasileira está uma merda porque falta criatividade aos escritores, mas está uma merda tb porque nessa merda de país só existiram dois críticos de verdade Otto Maria Carpeax e Anatol Rosenfeld.

Ora, tocar outra vez a velha flauta do Cabotino não engana mais ninguém. Criticar o óbvio ululante não incomoda mais ninguém. Pousar de sabichão para escritores analfabetos e inseguros é um trabalho que beira o ridículo de tão medíocre que chega a ser. Só mesmo no Brasil para alguém, UM FORMADOR DE OPINIÃÃÃOOO, se dar ao trabalho de escrever um livro tão inútil quanto O Cabotino.

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